
30 de Abril
Viagem - Foi com alguma ansiedade que alguns elementos do Núcleo saíram do Colégio São joão de Brito para a tão desejada Odisseia no Douro.
Eram 16.30 quando "arrancámos" em direcção ao Douro, no autocarro da Família Vieira. Diga-se de passagem que foi uma viagem muito descontraida, com muita risota à mistura e sobretudo curvas e contra curvas, algumas até a mais e que não estavam no programa de qualquer elemento que estava dentro daquele veiculo e que até já se queixavam dos rins.
A paisagem que se avistava por aqueles vales a baixo eram deslumbrantes, escuras, negras e mais escuras, face à hora a que chegámos.
Enfim, o nosso destino aproximava-se depois de perguntar a algumas pessoas o caminho mais perto para Barca D'alva e onde iamos jantar e pernoitar naquela noite.
Conclusão, julgo termos feito mais uns 50 kms.
1 de Maio
A alvorada foi às 6 da manhã, pois o pequeno almoço estava marcado para as 6.30 e a preocupação de terminarmos cedo a Odisseia, que consistia em 4,5 kms de canoagem, 2 kms de subida pedestre até às nossas máquinas e 40 kms de btt, era alguma devido à logistica de toda a prova bem como a parte fisica dos nossos atletas.
Canoagem - ...assim que chegámos ao Mazouco, começamos a olhar para o material e a escolher em que caiaque iriamos enfrentar as àguas do Douro internacional. Para os mais inexperientes foi aconselhado a "Kiwi", uma embarcação de dois lugares, mais flutuavél e segura que prontamente foi escolhida pelo Aurélio e pelo Pedro Santos.
A partir desse momento o pessoal começou a lançar as embarcações ao rio, o mais complicado viria a seguir, ou seja, familiarizarmo-nos com o dito caiaque o que não foi fácil e que para alguns até parecia que o rio tinha o dobro do tamanho. Houve mesmo quem não aguenta-se de dores nos pés visto o caiaque ser pequeno e ter que fazer uma pausa na beira do rio, para outros o rio de repente tornou-se tão grande, mas tão grande que foi necessário alguém rebocar. O problema foi esse, é que rebocar um caiaque rio a cima provoca uma oscilação no caiaque rebocado o que origina um belo de um mergulho.
É verdade!!
Imaginem lá quem é que deu um belo mergulho e teve que ir a nadar até à margem cheio de frio?!
Finalmente, depois de tudo resolvido, ainda conseguimos descobrir que é possivel colocar três pessoas num caiaque de duas e uma delas na posição de franguinho!!!
Chegámos à margem onde pretendiamos deixar os caiaques amarrados e seguir em frente...
Trecking - ...mais um inicio com uma ligeira dificuldade, visto a abordagem à margem não ser do tipo prainha e sim rochosa, mas que todos conseguiram transpor rápidamente. A subida foi excelente com paragem para comer algumas laranjas e deslumbrarmo-nos com a paisagem que era uma constante daquele percurso. Uma hora foi suficiente para chegarmos junto das tão esperadas bicicletas....
BTT - ...começámos por repor alguma energia, com o farnel que nos prepararam na pensão e vestimo-nos a rigor para o percurso que nos iria premiar com algumas chuvadas que até então não haveriam caido para muita sorte nossa.
Não houve qualquer incidente excepto um furo na bicicleta do Aurélio, mas que os Cape mens resolveram num instante, não fosse a experiência de outras paragens.
O momento mais esperado estava a chegar, seria a subida do dia com 400 mts e uma inclinação acentuada, que fazia muita gente pensar, quem iria conseguir subir?
A grande surpresa foi a forma com que o Aurélio se fez à subida sem parar e com um notável andamento, deixando a maioria para trás com as máquinas à mão e outros até irritados!!!
Terminámos o percurso com várias descidas e até atravessámos todos um ribeiro que deu para lavar o calçado e as bicicletas. No final ainda houve energia para alguns sprints.
A aventura foi premiada, num belo restaurante chamado O Bruiço em Foz Côa, onde nos deliciamos com uma bela sopa do Paleolítico e umas Rate.
O regresso a Lisboa fez-se a partir das 21 horas...e terminou por volta da 1.30 da manhã.
Parabéns ao grupo e até um dia no Odisseia no Douro.
Da esquerda para a direita - Pedro Santos, Domingos Aurélio, Jorge Vieira, Ricardo Chung, Miguel Correia, Rodrigo Barbosa e Joaquim Sereno.
5 comentários:
Esqueceram se de dizer que as kivis tinham coletes salvas vidas, prancha flutuadora e very lights, por isso as pessoas menos experientes estavam prefeitamente tranquilas...
Está na altura da Família Vieira trocar de autocarro, pois na terceira fila o som era estridente e só alguns assentos do autocarro é que tinham encosto de cabeça, como passou na inspecção?
Apesar de uma condução cautelosa sugiro ao condutor de serviço que tire um curso intensivo de orientação, pois foi mais fácil superar as 3 especialidades do dia 1 Maio que “dobrar” as cerca de 1.300 curvas até a Barca d’Alva. (com passagem pelo Pocinho)
Não era para tocar no tema canoagem, mas devido ao comentário, relembro que o único a ter direito a colete não foi nenhum dos salva-vidas de serviço, mas sim um dos nossos experientes(?) orientadores. O Pedro e o Domingos sentiram-se realizados com a boa acção do dia, recuperar um colega que caiu nas águas gélidas do Douro e que quase entrou em hipotermia, enquanto uns filmavam, assobiavam e fotografavam. Para os 3 lugares do podium o 1º lugar vai para o Domingos, a 2ª. posição vai para Rodrigo que não caiu com os sapatos de ciclista e o 3ºlugar vai para o Ricardo, pois utilizou o mesmo calçado, nas 3 especialidades.
Em primeiro lugar gostaria de dizer que o meu "autocarro" é a loucura... e que só tem 3 aninhos por isso não tem que ir a inspecções, em relação á falta de encostos foi propositado, pois com eles, ninguem conseguiria estar com atenção às 1300 curvas.
Por último, as pessoas mais atentas repararam que o colete estava agarrado à maquina de filmar... abraços
Bom.... foi realmente um dia bastante proveitoso e inesquecível. Espanta-me o facto de não terem sido referidos aqueles novos sapatos specialized preparados para subir montanhas. Fez-nos também falta uma cana de pesca( e parece que alguem tem das boas) para uma pescaria nas margens do rio. Quanto à natação há que referir que só após alguns menos experientes terem a brilhante ideia de rebocar é que se deu o inevitável acidente... de qualquer forma ficou patente o espirito de camaradagem e entre ajuda na hora de trocar de roupa. Ahh é verdade... aquilo de atribuir quartos individuais so porque incomodam os outros com o seu "respirar" mais forte está mal. Para a próxima sugiro uma camarata... assim ninguem dorme!! Afinal grupo é grupo!
Que rica actividade!! gostei muito da prova de natação.... das silvas venenosas... da qualidade das barras energéticas e ainda do ruido de fundo no regresso a Lisboa !! e preparem-se porque as fotos do franguito estão quase a chegar!!
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